Poço do Canto
Mêda
GPS: 40º59´44.1”N 7º16´08.7”W
Tel. +351 279 883 504
Email:geral@vinilourenco.com
Fica no Poço do Canto, uma freguesia da Meda, mesmo no limite da sub-região do Douro Superior e da região da Beira Interior. A partir de vinhas da família Lourenço, começaram a produzir e vender vinhos em 2003 e em 2006 passou a ser Vinilourenço, mantendo-se como empresa familiar. Foram plantando mais vinhas e hoje têm 50 hectares, de que fazem parte as vinhas velhas originais. E ampliaram o número de castas tradicionais da região, algumas delas já muito difíceis de encontrar. Foram plantando, experimentando e hoje têm no seu portfólio vinhos de grande qualidade com algumas dessas castas.
Que inclui vinhos brancos, tintos e rosés. Nos últimos anos também produzem espumantes óptimos e até uma colheita tardia. Mas têm ainda necessidade de comprar mais uvas a parceiros locais, pois o mercado exige mais quantidade de vinho.






A partir de 2018 começou um processo de renovação da adega, que ficou pronto em 2021, com pequenos pormenores ainda a concluir. Para além da moderna loja, onde vendem vinhos de todo o portfólio, oferece agora um espaço polivalente onde se podem organizar provas de vinho, provar alguns petiscos a acompanhar ou simplesmente beber um copo de vinho. Um dos grandes objectivos é também receber turistas e têm que estar preparados para isso. Por isso vão avançar com uma unidade de alojamento e talvez mesmo um restaurante. A adega foi equipada com a mais moderna tecnologia e hoje produz mais de 400.000 litros de vinho. À frente da empresa está Jorge Lourenço, filho do fundador e o responsável por todo este projecto, que quer colocar o Poço do Canto no mapa vinícola da região. Um homem da terra e um entusiasta daquilo que faz, com uma equipa que é já uma referência na produção de vinhos de qualidade.
Uma pequena amostra do que produzem:
Dona Graça Rosé 2019
Bela cor rosada, translúcida. Nariz com muita frescura e um floral delicioso, de pétalas de rosa, cheio de elegância. Na boca é muito equilibrado, com notas muito suaves de frutos vermelhos, mas surpreende positivamente pela frescura aliada à ótima acidez. É um rosé seco, moderno, muito agradável, que vai bem com peixe frito e salada de tomate e pepino.

E ouve-se uma bossa nova de Tom Jobim.
D. Graça Branco Samarrinho 2017
Belo nariz de fruta branca, alguma fruta de caroço, muito envolvente. Óptima acidez, ligeira evolução, seco, levemente citrino, muito elegante. Uma casta pouco conhecida, mas muito interessante, a proporcionar vinhos que ligam bem com comida. Como um bacalhau assado no forno, a boiar em azeite.

Ouve-se a música de Vivaldi.
(Produziram-se apenas 670 garrafas)
D. Graça Branco Donzelinho 2018
O denominador comum é a elegância, no nariz e na boca.
Nariz seco, a lembrar madeira seca e alguma fruta branca, algo exótico.
Na boca apresenta excelente acidez, com leves notas de frutos secos, já com alguma evolução, muito agradável. Inicialmente parecia ligeiro, mas vai tomando conta do palato, com óptimo volume de boca e muito bom final.
Uma casta interessantíssima, a ter em conta.
Por vezes parece um Alvarinho…

Para apreciar na companhia dum queijo de cabra amanteigado com amêndoas, enquanto se ouve a beleza e elegância duma sonata de Mozart.
D. Graça Donzelinho Branco 2017
Um ano excelente, a dar vinhos extraordinários. Este branco apresenta-se límpido e dum amarelo citrino apelativo.
Levemente fumado no nariz, notas de evolução que lhe transmitem alguma complexidade. É um vinho desafiante. Na boca tem óptima acidez e é muito fresco para um vinho do Douro Superior. Mas as vinhas estão a uma altitude de mais de 500 metros, o que pode explicar muita coisa. Ainda com bastante fruta branca, seco, um belo vinho com final de boca saboroso. Acompanha bem um arroz de robalo com amêijoas e coentros ao som ritmado da música do pianista Ahmad Jamal a tocar o clássico “One”.
Uma maravilha.
D. Graça Donzelinho Branco 2016
Nota-se no nariz a evolução, bem interessante, com notas fumadas, algo tostado, já com aquelas notas apetroladas tão agradáveis e com grande elegância.
Na boca surpreende a incrível acidez, ainda com alguma fruta branca, mas também notas leves de frutos secos. Um vinho exótico que ainda vai certamente evoluir e que indica o potencial da região para fazer grandes vinhos brancos.
Para apreciar na companhia dum salmão marinado com gotas de lima e alcaparras.

Ouve-se Jolie Môme a interpretar “C´est Ci Bon”, divertido e mesmo bom…