R. da Nora, 4605-163 Amarante
Telefone: 919 627 820
Encerra domingo ao jantar e segunda-feira
Fecha ás 24:00
Só aceita pagamento em dinheiro
É o irmão da Casa Ventura, não muito longe dali, que abriu portas em 2000. E oferece a mesma qualidade e tipo de comida da casa-mãe. É um dos irmãos, o Tiago, que está à frente desta casa de bem comer já com tradição.
Recebe-nos uma esplanada bem apetrechada, para dias de bom tempo.
Lá dentro uma antecâmara com balcão, para comer uns petiscos e beber um copo, que até pode ser da extraordinária cerveja artesanal de produção própria, da responsabilidade do Tiago e que serve nas duas casas. É também naquele balcão que muitos e muitos clientes vão levantar a comida que foi encomendada para levar para casa (take-away).
Ao fundo a sala, aírosa, com duas ventoinhas no tecto e muita luz natural.
Ao aceder à sala, passa-se por enorme vidraça que dá para a cozinha, a divisão mais importante da casa. É ali que se prepara todo o material que é trabalhado com sabedoria por mãos femininas. E é dali que saem algumas obras-primas da gastronomia regional.





Para a mesa vêm azeitonas, pão de Padronelo estaladiço e, ao fim-de-semana, regueifa tradicional, uma delícia.
Depois é o desfilar de petiscos que nos vão preparar para coisas a doer: cebolinho ou cebola em vinagre e sal, pimentos pádron, cogumelos estufados, moelinhas apetitosas, bolinhos de bacalhau, rissóis, presunto, salpicão, alheira e tantas coisas boas.
O bacalhau está sempre presente, de excelente qualidade e preparado a rigor em várias receitas tradicionais: cozido com todos, à lagareiro, com excelentes batatas cozidas, assado no forno ou frito com cebolada farta e batata frita às rodelas, a que não se resiste.
Nas carnes continua a qualidade e a tradição, entre vários tipos de carne grelhada, os soberbos assados no forno – cabritinho e vitela são famosos – uns poderosos rojões, completíssimos e o pernil estufado, que já ganhou fama. Depois é o trabalho à volta do galo, daqueles a sério, criados em liberdade, de carne rijinha a saborosa. De que fazem uma canja à moda da aldeia que é fantástica. O galo pode vir em várias confeções, normalmente por encomenda; assado no forno, estufado com batatas à lavrador, mas a joia da coroa é o galo com arroz de cabidela, um autêntico portento, que ali traz gente de todo o lado, e com razão. Arroz malandrinho, ainda com bastante líquido quando vem para a mesa, carolino de grão intenso, e pedaços generosos do galináceo, bem cozinhados, de carne consistente mas tenra, muito saborosa. Ao sangue do animal foi acrescentado vinagre no ponto, que se sente bem presente, mas não fere, num conjunto que atinge a perfeição. E que pode ser acompanhado por um dos muitos vinhos da carta, entre verdes e de outras regiões. Mas que deve ser acompanhado por um dos vários verdes tintos que a casa possui, sobretudo de produtores daquela região. E se forem servidos nas malguinhas ou nas canecas de louça branca, tanto melhor. É um casamento perfeito.








Para sobremesa, além de fruta da época e maçã assada, há muita doçaria, preparada na casa, a que por vezes já não se consegue chegar. As rabanadas são famosas!
Com o (ou os) cafés, um pequeno cálice da excelente aguardente bagaceira, para fazer boa digestão.
O problema é sair dali…